
Tava passando pela rua quando avistei um sujeito magrelo, bicudo e feio, que abanava os braços e gritava feito louco “Aleluia! Vai chover de novo! Deus mandou benção do céu!”.
Era um vendedor de guarda chuva (desses que adivinham até o tempo)e contava as moedas na mão.
Berrei então: “Ô Sujeito! Ta caindo até canivete do céu, lá onde eu moro tem gente embaixo d’agua! Seu José da fazendinha até perdeu as cabras! Tu não tem pena não?”.
E o sujeito injuriado, veio pulando as poças do chão, fez como se tivesse cantando cantiga “Mais chuva! Mais chuva!” e abriu foi os braços pro céu.
Mas logo se apressou em dizer “Pois faz é sol o ano inteiro! E esse tal José que eu nem conheço? Deve é de ficar com o bucho cheio! Enquanto minhas crianças roncam de fome e se estribucham no chão!” Fez que era sério,mas saiu sorrindo feito um diabo (desses sem pena dos irmãos) e anunciava aos sete ventos “Sombrinha! Sombrinha! É dez real na minha mão!”.
Eu fui embora com o rabo entre as pernas, ponto de vista não se discute! Mas que esse homem não more em barranco ou só vai se ouvir “DEUS NOS ACUDE!”.
Ri muito lendo teu texto!
ResponderExcluirÉ fofo demais e me lembra mesmo os ambulantes aqui do centro que sempre me obrigam a comprar guarda chuva^^
hahaha, muito bom esse texto Thainá! Agora sei seu verdadeiro nome, hein?! haha Foi só um jogo de letras e ele logo mudou pro original! Pelo jeito foi a psicologia quem te convenceu a deixar de se esconder! haha
ResponderExcluirRealmente, se o homem do guarda-chuva morasse no morro ele mudaria de visão, com certeza! Quando estamos numa situação favorável a nós, algumas vezes não enxergamos (ou não queremos enxergar) as visões alheias! Belíssima comparação!
Parabéns de novo e obrigado pelo comentário no meu! Beeijo!
Obrigado por mais uma vez me agraciar com tuas palavras! Mesmo que demores tanto ^^
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