
_Minhas crianças, essa é a história de dois jovens que pouco se conheciam, mas que se amaram tanto que conseguiram viver uma vida inteira de amor em uma única noite...
“Eles nunca haviam se visto, ela era uma garota escondida atrás de véus, e ele era um rapaz com medo da realidade. Foi em uma noite igual a essa, que eles deram as mãos pela primeira vez... O toque foi invisível, as mãos eram só palavras, que as bocas tímidas escolheram calmas, com vergonha de errar.
A garota por trás do véu estava acostumada a viver correndo, apressara sempre sua vida em anos a frente. Aos nove, vivera o que deveria viver aos doze, aos treze, o que deveria viver aos quinze, aos dezoito, sentira como se já tivesse vivido toda uma vida.
Na pressa pra chegar ao momento seguinte, acabara deixando partes importantes de lado. Já o rapaz, era um mistério até para ele mesmo, sua maior qualidade e defeito era querer sempre os extremos das coisas e tudo com uma intensidade extraordinária.
O encontro entre os dois foi perfeito: sonharam, aprenderam e compartilharam o máximo que puderam, tudo isso em uma única noite.
No dia seguinte, ainda suspiravam e podiam até sentir aquelas borboletas no estômago, porém quando correram ao encontro um do outro, esperavam toda a magia de volta, a mesma daquela noite, mas a magia se fora...
Era um sentimento tão puro, que qualquer passo além acabaria com tudo, e os dois tinham plena consciência disso. Nenhum dos dois queria estragar o que fora criado, decidiram então se afastar, para manter a lembrança daquele encontro intacta e perfeita.
O momento nunca mais voltaria. A pressa da garota e a sede de intensidade do rapaz, fez com que o amor dos dois virasse pura saudade, e nada mais.”
Os jovens observavam-na com curiosidade, a velha senhora sentou-se com delicadeza em sua cadeira de palha. Cruzou as mãos enrugadas sobre seu colo, com a calma de quem tem todo o tempo do mundo. Fechou os olhos cansados de uma vida longa e suspirou,balançando a cadeira para a frente e para trás.
“Eles nunca haviam se visto, ela era uma garota escondida atrás de véus, e ele era um rapaz com medo da realidade. Foi em uma noite igual a essa, que eles deram as mãos pela primeira vez... O toque foi invisível, as mãos eram só palavras, que as bocas tímidas escolheram calmas, com vergonha de errar.
A garota por trás do véu estava acostumada a viver correndo, apressara sempre sua vida em anos a frente. Aos nove, vivera o que deveria viver aos doze, aos treze, o que deveria viver aos quinze, aos dezoito, sentira como se já tivesse vivido toda uma vida.
Na pressa pra chegar ao momento seguinte, acabara deixando partes importantes de lado. Já o rapaz, era um mistério até para ele mesmo, sua maior qualidade e defeito era querer sempre os extremos das coisas e tudo com uma intensidade extraordinária.
O encontro entre os dois foi perfeito: sonharam, aprenderam e compartilharam o máximo que puderam, tudo isso em uma única noite.
No dia seguinte, ainda suspiravam e podiam até sentir aquelas borboletas no estômago, porém quando correram ao encontro um do outro, esperavam toda a magia de volta, a mesma daquela noite, mas a magia se fora...
Era um sentimento tão puro, que qualquer passo além acabaria com tudo, e os dois tinham plena consciência disso. Nenhum dos dois queria estragar o que fora criado, decidiram então se afastar, para manter a lembrança daquele encontro intacta e perfeita.
O momento nunca mais voltaria. A pressa da garota e a sede de intensidade do rapaz, fez com que o amor dos dois virasse pura saudade, e nada mais.”
Os jovens observavam-na com curiosidade, a velha senhora sentou-se com delicadeza em sua cadeira de palha. Cruzou as mãos enrugadas sobre seu colo, com a calma de quem tem todo o tempo do mundo. Fechou os olhos cansados de uma vida longa e suspirou,balançando a cadeira para a frente e para trás.
[Agora ela não tinha pressa...]
Doce ... não há melhor palavra que descreva!
ResponderExcluirAnitha... isso é, simplesmente, genial.
ResponderExcluirPosso, inclusive, dizer uma coisa? O começo dessa história parece uma história minha que está começando agora. O final dessa história não sei se vai ser igual a este ou não, mas eu consegui imaginá-la colocando-a no meu lugar.
Surpreendente.
Grande beijo!
Lindas palavras essas saídas da cartola, do tempo, do infinito das coisas... palavras para sentir, pensar e viver... muito bom o seu blog... voltarei mais vezes, envolver-me com palavras-magias...
ResponderExcluirabraços
Às vezes, temos dificuldade de imaginar e de nos darmos conta de que todo mundo, inclusive os mais velhos que nós, viveu, sentiu e se emocionou com histórias tão intensas quanto a nossa.
ResponderExcluirE tudo isso é belo, porque é intenso, vivo, emocionante.
Abraços!
Doce ... não há melhor palavra que descreva! [2] :')
ResponderExcluirfantástico!
ResponderExcluire depois de muito tempo comento só para matar as saudades
Você é real?
ResponderExcluirOlá, moça, saudade já das tuas palavras...
ResponderExcluirDeixei um convite para ti lá no meu blogue:
http://edutrindade.blogspot.com
Se quiseres, fica à vontade para aproveitar o tema e participar, viu?
Abraços!